Eu estava lendo um artigo muito interessante no paragons sobre romance – e sexo nas aventuras de RPG, e o artigo era tão interessante – e importante que o Diogo sugeriu que eu postasse algo falando a respeito, e eu, é claro ADOREI a idéia, afinal, eu mal começo um jogo, e já estou pensando em um romance pra minha personagem.
Muita gente não gosta nem um pouco de romance (ou melação, ou “viadagem, ou frescura, ou seja lá como chamem) durante suas “másculas” aventuras. Em parte porque, sendo muitos grupos compostos apenas por homens, o preconceito os impede de serem carinhosos e simularem romance com um homem, ou então por acharam romance em rpg algo feminino demais. Ou, em parte pelo fato de a grande maioria dos grupos nem prestarem atenção na parte interpretativa, focando só em “dar porrada em todos os que aparecem na sua frente”.
Eu tenho a sorte de ter um grupo que não tem esses problemas: Sou a única garota, mas eles não têm problemas em dar em cima de um PM, têm lá suas relações sexuais(afinal, todo adulto tem uma vida sexual, especialmente se for um aventureiro), tem o clássico casal “novelinha” que todo mundo sabe que tem algo lá, mas eles nunca se resolvem, e, é claro, quase todos os caras dando em cima da minha personagem. E isso dá muito pano pra manga, e rende muitas risadas! Assim como o monge que não recusa os serviços de uma “profissional”, ou o mago elfo conquistador que tem sempre uma diferente em sua casa.
E então, uma pessoa ou outra pode pensar que desse jeito, toda união de um grupo pode ser focada nos interesses amorosos, mas não é assim. Afinal, tem sempre aquele companheiro que você considera irmão. Ou talvez, vc apenas considere uma pessoa aleatória que está sendo útil no momento. Ainda usando o meu grupo como referência, a amizade mais sincera, e desinteressada que há, e entre a elfa e o orc, que chegou ao ponto do orc dar conselhos amorosos para a elfa, e arrombar uma porta por ela ter ficado com ciúmes.
Bom, deixando de lado as relações bizarras de minha mesa, vamos tocar em outro ponto delicado que a autora tocou: o sexo. Ainda usando a minha mesa como exemplo, nós só tivemos um momento assim: O monge contratou os serviços, eles subiram. O mestre cortou a cena, e então ele já havia feito o que tinha ido fazer, e ela estava deitada sobre ele brincando com a trança. Mas é CLARO que nem sempre é essa breve descrição. Tudo bem que para os mais “puritanos” nem rola vc descrever tudo detalhadamente, mas algo mais… Minucioso faz tudo ser mais legal! Contudo, não podemos nos esquecer que não é nada legal transformar uma sessão de RPG em uma sessão de sexo verbal.
Outra sugestão interessante dada no artigo foi a de testes. Ou seja: Jogar o dado párea saber se haverá um momento de lazer ou uma grande decepção. Pessoalmente, acho que nem sempre tais testes são necessários, a final, as chances de um homem “decepcionar” à sua companheira são BEM menores do que uma em vinte. Agora, se forem casos extremos, como um cansaço insuportável, momento traumático, ou coisa parecida, um teste tornaria as coisas BEM mais engraçadas!! E, porque não um teste de fortitude entre o casal para saber em que “estado” eles sairiam? Claro, com direito a modificadores, que se encaixariam no conytexto. Isso daria situações beeeem engraçadas, como a virgem de constituição +0 desmaiando um bárbaro de constituição +4.
Pra quê tudo isso? Bom, isso é apenas uma tentativa de diminuir o preconceito com a interpretação. E com o amor. E com a interpretação do amor. Afinal, o amor é capaz de levar os personagens a sagas realmente épicas. Vide “O Silmarillion”, um dos livros de Tolkien. Nesse livro, Lúthien Tinúviel, juntamente com o seu amado, enfrenta diretamente Morgoth, o Senhor do Escuro (O CHEFE de Sauron), para conseguir uma das Silamrils e assim, poder ficar junto de seu amado. E é uma motivação tão intensa, que eles o derrubam, e roubam uma dessas Silmarils, que estavam incrustadas em sua coroa. Esse é apenas um exemplo de como um romance pode motivá-lo a fazer algo realmente grande.
O fato é que essa é a maior motivação que alguém pode ter. O amor é a força mais poderosa que move o ser humano; mais poderosa até do que a ganância. Afinal, o que é a ganância senão o amor ao dinheiro, poder, bens e afins? E o que é do ser humano(ou humanóide, pro caso de RPGs multiraciais) sem o amor, senão um,a casca vazia? Afinal,o objetivo do RPG é criar personagens profundos ou não?
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Adorei seu texto, muito bem elaborado e só veio a somar nesse assunto tão delicado. Fico muito feliz que tenha gostado do meu texto, e seja sempre muito bem vinda ao Paragons. Em breve sairá outro texto relacionado à temática que pode agradar você.
Um beijo e bons jogos.